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Bahia:

Policiais militares terão câmeras presas às fardas no Carnaval

Fevereiro 06
17:02 2018

 

Um dispositivo eletrônico com uma câmara presa ao fardamento dos policiais é uma das novidades tecnológicas que será usada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) para garantir a segurança dos foliões neste Carnaval. O equipamento, chamado 'body worn', vai oferecer uma maior fiscalização do que acontece dentro da festa.

“Ainda estamos em fase de teste, começamos a usar na Lavagem do Bonfim e outras festas. No Carnaval, vamos utilizar em algumas patrulhas que atuarão em determinadas áreas de risco. As imagens serão lançadas em tempo real para os nossos centros de operações. Isso faz com que a polícia tenha uma reação mais imediata”, declarou o secretário da pasta, Maurício Barbosa, na manhã desta terça-feira (6), durante apresentação das ações da SSP para o Carnaval, no Hotel Fiesta, no Itaigara. 

As body worns serão aplicadas de forma experimental no Carnaval 2018, munindo de informações das ruas as equipes de plantão do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e ajudando no acionamento das equipes em situações críticas.

A nova tecnologia oferece o acompanhamento não só das imagens, mas também dos áudios dos locais, além de alertar o sistema em casos de policiais atingidos.

Além das bodys worns, outras 236 câmeras espalhadas pelos circuitos da festa transmitirão imagens em tempo real para o Centro de Operações e Inteligência Dois de Julho. Também fazem parte da estrutura de segurança da festa 64 postos policiais só em Salvador e três Centros Integrados de Comando e Controle Móveis.

O equipamento será usado pela polícia após a folia. A polícia da Inglaterra foi a primeira a usar câmeras acopladas nos uniformes dos policiais. Isso aconteceu depois do caso de Jean Charles -  brasileiro morto a tiros ao ser confundido como terrorista pela polícia britânica em 2005. 

Questionado quanto à possibilidade de as câmeras servirem também como instrumento de monitoramento da atividade policial, o secretário respondeu que o equipamento permitirá sim a identificação de excessos. “A gente coloca as câmeras muito mais para a identificação de pessoas suspeitas, da mancha criminal, mas também para saber como está a atuação de nossas forças. A identificação de excessos cometidos pela corporação permite e permitirá o afastamento e abertura de processos disciplinares”. 

Durante as festas que antecederam o Carnaval, como Yemanjá, Fuzuê e Furdunço, por exemplo, leitores do CORREIO reclamaram de ações truculentas de policiais, que bateram em algumas pessoas por urinarem em locais indevidos . “Se está acontecendo, está errado. Mas a pessoas têm que se conscientizar de que não pode mijar em qualquer lugar, mas também não justifica o uso de violência por parte dos policiais. A orientação e a condução são as medidas corretas”, declarou o comandante-geral da Polícia Militar, Anselmo Brandão.

AO CORREIO, a promotora Isabel Adelaide, do Grupo de Atuação Especial para Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), comentou o uso da tecnologia. “As câmeras são ações positivas que tem como objetivo mostrar a lisuras na ação policial.  Mostra que o policial muitas vezes reage por que de fato é necessário, mas coíbe eventuais abusos”, disse a promotora. 

Drones 
Outra novidade tecnológica da SSP para este Carnaval é o uso de drones. Serão oito ao todo. “A gente já dispõe do uso de drones em algumas unidades.  Serão usados para a identificação, em áreas suspeitas e de maior risco, de substâncias entorpecentes e atividade específica, que é que o uso de drones não autortizados e por pessoas desabilitadas. Esses equipamentos podem também gerar insegurança para a população”, declarou o secretário de Segurança Pública Maurício Barbosa. 

Ele disse que os equipamentos serão mantidos após o Carnaval. “Vamos montar uma central, uma unidade destacada de drones, não só para fazer o patrulhamento junto à Polícia Militar, mas também ajudando na investigação da Polícia Civil e do Serviço de Inteligência (SI)”, disse o Barbosa. 

Operação Carnaval
Os milhares de baianos e turistas curtirão o Carnaval da Bahia 2018 contarão com a proteção de mais de 25 mil policiais e bombeiros militares nos sete dias de festa. Aproximadamente 45 milhões estão sendo investidos em pessoal, tecnologia e equipamentos. 

Em Salvador, além de cuidar da segurança nos circuitos Dodô, Osmar e Batatinha, as polícias Civil, Militar, Técnica e o Corpo de Bombeiros também estarão presentes nos carnavais de bairro, que este ano acontecem em Cajazeiras, Periperi, Itapuã, Liberdade, Boca do Rio, Plataforma, Pau da Lima, Nordeste de Amaralina e Piatã, com o Palco do Rock 2018.

Os Portais de Abordagem, que há dois anos ajudam a restringir o acesso de objetos considerados de riscos aos circuitos, foram reestruturados. Este ano, 42 acessos oficiais, com controle rígido do que entra na festa, estarão disponíveis, com revistas pessoais e o auxílio de detectores de metais. Além das câmeras acopladas ao fardamento dos PMs nos portais, os cães farejadores do Batalhão de Choque farão as revistas de mochilas, bolsas, entre outros materiais. 

Polícia Militar
A PM atuará em Salvador, Região Metropolitana e no interior do estado, empregando 20.473 mil profissionais e realizando radiopatrulhamento, patrulhamento a pé, serviço aéreo de urgência, policiamento turístico e montado, gerenciamento de crises e desastres, operações especiais de alto risco, ações de controle de tumulto e distúrbios públicos.

Presente em 185 postos elevados de observação, 42 portais de segurança, 31 postos de comando, oito bases especiais e nos 14 postos integrados, totalizando 289 postos nos três circuitos, a PM pretende garantir a segurança da folia desde o trajeto até os locais da festa até o retorno para casa.

O policiamento especializado estará presente através dos batalhões de Polícia de Choque (BPChq), de Operações Policiais Especiais (Bope), Especializado em Policiamento Turístico (Beptur), Especializado em Policiamento de Eventos (Bepe), de Polícia Rodoviária (BPRv). O Grupamento Aéreo, os esquadrões Águia e de Polícia Montada, as operações Gemeos, Apolo e Ronda Maria da Penha, as companhias independentes de Policiamento Especializado e Ambiental (Cipes e Coppa) também integram o esquema de segurança da festa.

Para atender aos turistas, policiais militares habilitados em idiomas estrangeiros como inglês, espanhol, alemão, francês e italiano estarão à disposição, identificados com brasões correspondentes à língua, distribuídos nos circuitos da festa e também nas principais rotas de entrada da cidade: Porto Marítimo e Aeroporto Internacional de Salvador. 

Os acessos aos pontos de entradas e saídas também serão monitorados por mais de 500 PMs por meio da 'Operação Folia e Paz' para garantir a ida e volta dos foliões em segurança. 

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