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PT evita votação de projetos que podem prejudicar campanha de Dilma

Novembro 06
00:00 2013

O governo decidiu cercar o Congresso para evitar que um conjunto de propostas que aumenta os gastos públicos em torno de R$ 60 bilhões seja aprovado pelo Legislativo e corroa ainda mais a combalida saúde econômica do país - o que dificultaria a campanha da presidente Dilma Rousseff. Há dois dias, o Planalto conversa com os caciques do Congresso em busca de uma saída para o que os próprios palacianos batizaram de “pauta do fim do mundo”.

O líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), vai propor um pacto da base pela responsabilidade fiscal e pedir socorro à oposição para que as coisas não degringolem de vez. “Se aprovarmos tudo que está aqui, o Brasil amanhece quebrado em 31 de dezembro”, afirmou o parlamentar após reunião com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Os termos do que será oferecido aos aliados ainda serão discutidos.

Até Dilma resolveu agir diretamente na ofensiva. Na segunda-feira, durante encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no Palácio da Alvorada, ela pediu para o Congresso evitar a aprovação de projetos que provoquem um deficit fiscal para o país. Ontem, durante almoço no Palácio do Planalto com líderes da Câmara para discutir a prorrogação dos incentivos fiscais para a Zona Franca de Manaus, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi enfático ao afirmar que o governo está se equilibrando para não tornar as coisas mais difíceis. “Da nossa parte, as finanças estão equacionadas, mas precisamos da ajuda de vocês para que os gastos não aumentem”, pediu o ministro, segundo relato de líderes presentes no encontro.

Mantega afirmou que os países emergentes e a Europa começam a dar sinais de recuperação, o que pode aumentar as vendas brasileiras para o exterior. “Mas não podemos nem pensar em dar mais desonerações ou incentivos internos. Não temos mais margem para isso”, disse. Ideli Salvatti comparou a situação fiscal do país com uma residência. “Todas as famílias têm essa regra: só gastar aquilo que ganham. Os governos, mais do que ninguém, têm que cumprir essa regra.”

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