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CARTILHA ANTIGAY

‘Tu deveria ir pra cadeia’, diz senadora a Bolsonaro no Congresso

Maio 12
00:00 2011

Terminou em confusão na manhã desta quinta-feira
(12) a reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado que discutiu o
projeto que prevê punições para discriminação de homossexuais.

 

Presente na reunião, o deputado Jair Bolsonaro
(PP-RJ), crítico das causas homossexuais, tentou exibir um panfleto
“antigay” atrás da senadora Marta Suplicy (PT-SP) durante a entrevista
que a parlamentar, relatora da matéria, concedia no corredor das
comissões do Senado.

 

A atitude de Bolsonaro irritou a senadora Marinor
Brito (PSOL-PA), que iniciou a confusão dando um tapa nas mãos do
deputado do PP, na tentativa de arrancar o panfleto exibido por ele.

 

“Tira isso daqui, rapaz. Me respeita!”, advertiu
Marinor, batendo no panfleto de Bolsonaro. “Bata no meu aqui. Vai me
bater?”, respondeu Bolsonaro. “Eu bato! Vai me bater?”, rebateu
Marinor. “Depois dizem que não tem homofóbico aqui. Tu és homofóbico.
Tu deveria ir pra cadeia! Tu deveria ir pra cadeia! Tira isso daqui.
Homofóbico, criminoso, criminoso, tira isso daqui, respeita!”,
prosseguiu a senadora do PSOL.

 

O panfleto, elaborado pela assessoria de Bolsonaro
já havia sido distribuído nas ruas do Rio de Janeiro, e tem como
objetivo criticar pontos do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e
Direitos Humanos do Ministério da Educação e Cultura (MEC) como o
chamado “kit gay” - filmes e cartilhas contra a discriminação sexual,
que o MEC deve começar a distribuir nas escolas de ensino médio no
segundo semestre. “Esse material dito didático pelo MEC não vai
combater a homofobia, ele vai estimular a homofobia lá na base no
primeiro grau”, diz Bolsonaro, durante a distribuição no Rio.

 

Ainda criticando Bolsonaro, a senadora Marinor Brito
acusou o deputado do PP de praticar homofobia com dinheiro público,
uma vez que os panfletos teriam sido elaborados com verba da Câmara:
“Isso foi feito com dinheiro público. É homofobia com dinheiro público.
Com dinheiro público. Essa cartilha é homofobia com dinheiro público.”

 

Diante da confusão, o presidente da Comissão de
Direitos Humanos, Paulo Paim (PT-RS) teve de mandar fechar a porta do
plenário, para que o exame de outras matérias pudesse ser realizado sem
o incômodo barulho.



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