AJUPM | CENTRO DE APOIO AOS POLICIAS MILITARES

Promotor:

Vítimas de Almiro Sena falam pela primeira vez a televisão

Maio 18
10:42 2015

O programa Fantástico, da Rede Globo, noticiou na noite deste domingo (17), o caso de assédio sexual e estupro que envolve o promotor de Justiça, Almiro Sena, enquanto era secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Bahia. O Fantástico conseguiu falar com duas funcionárias da pasta que foram assediadas pelo promotor. Na entrevista, uma das vítimas conta que era chamada periodicamente para o gabinete do secretário, e que a porta era sempre trancada. “Comecei a perceber que ele pedia os relatórios e não lia. Ele aumentava a televisão”, conta outra funcionária. Uma das vítimas diz que ele a obrigou a fazer alguns “atos sexuais” no gabinete. A outra vítima conta que ele dizia que “‘sexo é sexo. Amor é amor” e que “ele amava a mulher dele, mas sexo era uma coisa normal”.

O promotor ocupou o cargo de secretário entre janeiro de 2011 e junho de 2014, quando saiu após a denúncia no estado, em maio do ano passado. “Ele me chamou no gabinete dele, me apertou no corpo dele e aí continuou essa prática de me abraçar, de querer me beijar à força. Botar o órgão genital para fora da calça e se masturbar. Eu falava que eu não queria, que eu era casada”, conta a funcionária.

Todo o assédio era seguido de ameaças de demissão. As mulheres contam que tinham receio de perder o emprego, por terem filhos para criar. No total, sete mulheres protocolaram a denúncia ao Ministério Público da Bahia (MP-BA). O advogado do réu, Gamil Foppel, em entrevista ao programa, afirmou que Almiro “não praticou ato ilícito nenhum”. “Me causa estranheza que as pessoas se digam vítimas de fatos que teriam sido praticados reiteradamente e que não haja uma única gravação, não haja uma filmagem”, diz o advogado.

O promotor de Justiça, Luciano Assis, afirmou que a Corregedoria concluiu que o promotor cometeu crime de estupro. O processo administrativo contra ele deve durar mais quatro meses. No Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Almiro Sena já é réu por assédio sexual, mas a tipificação pode mudar no curso do julgamento. Ele está afastado do MP-BA.

 

Fonte: Baiana FM com informações do BN/Foto: MP-BA

Comentarios (2)

  1. EDISON Julho 27, 23:07

    SE FOSSE UM POLICIAL MILITAR JÁ ESTAVA PRESO A SÉCULOS, DEPOIS SE APURAVA A VERACIDADE OU NÃO, NO ENTANTO, POR SER UM PROMOTOR, EM MEIO A TANTAS PROVAS, AINDA SE AVALIA, PODE MUDAR NO RUMO DO PROCESSO, VAMOS VER, QUEM SABE, SERÁ QUE FOI. O BRASIL ME CAUSA ÂNSIA DE VOMITO! AQUI A LEI É RELATIVA! SE GANHA SALÁRIOS VULTUOSOS E SE TORNAM SEMI-DEUSES! EM PAÍSES HONRADOS, RECEBERIAM SALÁRIOS AMENOS E NENHUM PRIVILÉGIO QUE OS COLOQUEM EM CONDIÇÃO DE VANTAGEM ANTE OS NACIONAIS, AFINAL DE CONTAS, PASMEM OS SENHORES! ELES SÃO SERVIDORES PÚBLICOS....

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  1. LUIZ DE SOUZA Fevereiro 13, 16:26

    Prezados Senhores.

    Vejam o que é ter poder, se um caso como este fosse imputado a um pobre, o tratamento era outro senão vejamos:
    1. Não seria assédio e sim Estupro, pois é o que reza na lei.
    2. Não estaria solto, já que se trata de crime hediondo.
    3. Já teria sido demitido do serviço público, administrativamente, para não atrapalhar o andamento do processo;
    4. Haveria mais celeridade na instrução e no julgamento;
    5. Teria seu salário suspenso imediatamente o que não ocorre por força de lei;
    6. Em breve a prescrição alcança esse processo e tudo está resolvido;
    7. A impunidade será a regra para o rico.

    É Lamentável, mas ainda acreditamos na Justiça e esperamos a Côrte da Justiça maior do Estado da Bahia, hoje, comandada por uma desembargadora de alto nível pedagógico e moral, não se curve nem esqueça um processo como este que desmoraliza e destrói o nome e o prestígio conceitual que ostenta o Ministério Público do nosso Estado da Bahia.

    Esse Promotor sempre sustentou o seu trabalho nos Tribunais do Juri, condenando pessoas, feliz com o poder, mesmo naqueles processos que existem provas buscava a condenação, tive a oportunidade de assistir alguns Juris onde a sua base era a seguinte: "A vós do povo é a vós de Deus". Espero que isso sirva também para ele, muito embora entendo que um julgamento deve ser pautado pala prova dos autos, sendo caso vertente nota-se claramente que o seu crime é estupro e que existem provas para ser julgada a autoria e materialidade com aplicação de penas em conformidade com a lei.

    Agradeço por haver o espaço que me permitiu oferecer minha opinião

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